Cláudio Aguiar, escritor  

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 Obras Literárias de Cláudio Aguiar

  Narrativas

 

Exercício para o salto. Rio de Janeiro: Cátedra, 1972.

 

Caldeirão. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1ª. ed. 1982; Rio de Janeiro: Editora Caliban, 4ª. ed. 2005.   Prêmios: José Olympio de Romance de 1981 e Nacional de Literatura MEC-INL de 1982. E-book publicado pela Amazon (www.amazon.com)

 

A Volta de Emanuel. Recife: Companhia Editora de Pernambuco, 1989. Fundarpe. Prêmio Osman Lins de Romance do Governo do Estado de Pernambuco, 1989. E-book publicado pela Amazon (www.amazon.com)

 

Lampião e os Meninos. Recife: Editora Universitária da UFPE, 3ª. ed., 1990. Premio Iberoamericano de Narrativa "Miguel de Unamuno" 2009. Editorial Verbum, Madrid / Espanha. 

E-book publicado pela Amazon (www.amazon.com).

A Corte Celestial. Recife: Fundação Cultural Cidade do Recife. Prêmio Lucilo Varejão de 1995. Prefeitura da Cidade do Recife, 1996.

 

Os Anjos Vingadores. Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro de 1981. Recife: Editora Bagaço, 1994. 

 

Somba, o Menino que não Devia Chorar. Rio de Janeiro: Caliban, 2a. ed. 2002.

  

O Comedor de Sonhos (Narrativas). Rio de Janeiro: Editora Caliban, 2007.

 

A Infância Secreta de Jesus. (Novela). E-book publicado pela Amazon (www.amazon.com)

 

Teatro

 

Flor Destruída (Drama). São Paulo: Editora do Escritor e Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal do Recife, 1976.

 

Suplício de Frei Caneca (Oratório Dramático). Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2ª ed. 1981. Menção honrosa no Prêmio Governo do Estado de Goiás.

 

Antes que a Guerra Acabe (Drama). Prêmio de Teatro Waldemar de Oliveira. Recife: Edição do Governo do Estado de Pernambuco, 1985.  

 

Brincantes do Belo Monte (Auto). Prêmio Hermilo Borba Filho de Teatro – FUNARTE/UFPE. Recife: Editora Universitária da UFPE, 1994.  

 

A Emparedada (Tragédia). Rio de Janeiro: Editora Caliban, 2002.

 

Teatro de Franklin Távora. (Organizado por Cláudio Aguiar. Coleção Dramaturgos do Brasil). São Paulo: Editora Martins Fontes, 2004.

 

A Última Noite de Kafka e Outros Dramas (Teatro Reunido). Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras e Ibis Libris, 2015. (Reunião de 12 peças teatrais do Autor).

 

Ensaios

 

Organización Social y Jurídica de los Inmigrantes Españoles en Brasil. (Tese Doutoral). Universidade de Salamanca / Espanha, 1986.

 

Os Espanhóis no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Tempo Brasileiro, 1992.

 

Franklin Távora e o seu Tempo (Biografia). Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras. Coleção Afrânio Peixoto, vol. 72, 2ª. edição,  2005.

 

Medidas & Circunstâncias – Cervantes, Padre Vieira, Unamuno, Euclides e Outros. São Paulo: Ateliê Editorial, 2008.

 

O Monóculo & o Calidoscópio – Gilberto Freyre, escritor. Algumas influências. Recife: Massangana, 2010.

 

Franklin Távora (Série Essencial da ABL). Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, v. 76, 2014.

 

Francisco Julião, uma biografia. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2014. Prêmio Jabuti 2015.

  

Livro de Homenagem

 

Viento del Nordeste. Homenaje Internacional al Escritor Cláudio Aguiar. Cátedra de Poética Fray Luis de Leon. Universidade Pontifícia de Salamanca, Espanha, 1995. 

 

Traduções de Cláudio Aguiar

 

Oratória, a Arte de Falar em Público, de Afonso Carmona Ortega. Rio de Janeiro: Editora Caliban, 2002.

 

A Tempestade, de W. Shakesperare. Inédito.

 

O Milagre de Santo Antonio (Drama de Maeterlinck).

 

Primeiras Vozes, de Eduardo Galeano. Ilustrações de Gilvan Samico. (Número inaugural de Bibliófilos de América).

 

 Vida de Dom Quixote e Sancho, de Miguel de Unamuno. Inédito.

 

Cristo da Alma, de  Alfredo Pérez Alencart. (Posfácio do Acadêmico Carlos Nejar). Rio de Janeiro: Edições Galo Branco, 2012.

 

Traduções de livros de Cláudio Aguiar

 

Complainte Nocturne. L´Harmattan, Paris, 2005. (Edição francesa do romance  Caldeirão, traduzido por Gaby Kirsch e introdução de Sylvie Debs). 

 

A Volta de Emanuel. Editora Vagrius, Moscou, 2006. (Edição russa do romance de igual título, traduzido por Natália Konstantinova e introdução de Alexei Grichin). 

 

El Rey de los Bandidos. Editorial Verbum. Madrid, 2009. (Edição espanhola de Lampião e os meninos. Tradução de Alfredo Pérez Alencart).

 

 Caldeirão. Tradução, Notas e Glossário de Jacqueline Polanco. Editorial Verbum, Madrid, 2013. Programa editorial promovido pela Fundação Biblioteca Nacional.  

 

Teses e Monografias sobre Cláudio Aguiar

 

MOURA, Luiz Gomes de. Caldeirão: um estudo teórico de sua dimensão pedagógica. Universidade du Québec. Mestrado em  Educação. Université du Québec, julho de 1986.

 

HEYDEN, Gabi von der.  Die Ereignise von Caldeirão im gleichamigen Roman von Claudio Aguiar. Resumo in Lusorama (Zeitschrift für Lusitanistik), Frankfurt am Main, 1995.

 

SANTOS, Samarkandra Pereira dos. Caldeirão, de Cláudio Aguiar: o Narrador se Faz Memória de um Povo. Tese. Universidade Federal do Ceará. Departamento de Literatura, Fortaleza, 2006.

 

ANDRADE, Silvana Bento. Caldeirão: Resíduos do Medievo na Guerra dos Beatos. Universidade Federal do Ceará. Centro de Humanidades. Programa de Pós-Graduação em Literatura. Fortaleza, 2009.

 

BARROS, Aretha Ludmilla Pacheco de Lira. Caldeirão da Santa Cruz do Deserto. Diálogos entre Literatura, História e Memória. Programa de Pós-Graduação em Letras / Mestrado em Letras / Universidade Federal de Sergipe, 2013.

 

Algumas opiniões críticas

 

          Sobre Caldeirão: “Para um velho romancista é sempre enorme alegria descobrir um novo colega de ofício. Sobretudo quando se trata de alguém senhor de indiscutível vocação servida por grande talento. Caldeirão é excelente. Trata de um assunto empolgante com a força e dignidade por ele exigidas. A narrativa é de primeira ordem e os diálogos magníficos. As figuras parecem esculpidas de tão dramáticas, reais e transfiguradas. Ninguém vai mais esquecer o beato José Lourenço”. (JORGE AMADO)

 

            “São bombardeados e metralhados pelos aviões. A tiros de canhão são atacados por terra. Degolam-nos, queimam-nos vivos, crucificam-nos. Quarenta anos depois do extermínio da comunidade de Canudos, o exército brasileiro arrasa a comunidade de Caldeirão, ilha de verdor do Nordeste, pelo mesmo delito de negação da propriedade privada”. (EDUARDO GALEANO)

 

            “A verdade que nele se instala, comunica a Caldeirão uma qualidade transliteraria ausente na maioria dos nossos romancistas, politicamente neutros. A linha dos romances que criam espaços para os heróis verticais encontra forte expressão na arte de narrar de Cláudio Aguiar”. (FRANKLIN DE OLIVIERA)

 

            “Eis o fôlego inconfundível do grande escritor. Bastaria este romance em tom maior para justificar o concurso. Incrível como em texto compacto de 269 páginas, de texto compacto, o narrador (Mestre Bernardino) curandeiro, guerreiro e decurião do povo do Caldeirão, arraial situado na Chapada do Araripe, terras do Vale do Cariri) consegue prender. (...) Estilo irretocável. Substrato brasileiro. Saga-inmemoriam dos camponeses massacrados. Não só em terras do Caldeirão”. (STELLA LEONARDOS)

 

            “As fontes orais que Cláudio Aguiar utilizou, afinal de contas, lhe oferecem um longo espaço para que se derramem a imaginação e a fantasia.” (GABI VON DER HEYDEN)

 

            “A história de Caldeirão é genuinamente brasileira, num país onde o problema da terra ainda permanece praticamente intocável. Entendido como deve ser entendido, é um livro que assim como transmite ao leitor a dramática situação do homem regional do Nordeste, o leva a compreender com claridade a interpretação a respeito de outros movimentos semelhantes, porém concebidos e julgados como simples movimentos místicos. Entre estes estão os de Contestado e de Canudos. O caso de Caldeirão, finalmente, tem uma realildade que se aproxima às mesmas conclusões oferecidas por Mário Vargas Llosa, sua novela A guerra do fim do mundo ou às de Edmundo Moniz, em seu ensaio A guerra social de Canudos. (ARNOLDO JAMBO).  

 

            “Cláudio Aguiar é um escritor enraizado perfeitamente à sua terra e, por conseguinte, à problemática dos homens do Nordeste brasileiro, porém consegue, ao mesmo tempo, dar à sua obra uma dimensão universal. Caldeirão é sua obra-prima, a que lhe deu o Prêmio Nacional de Literatura de (1982).” (LUIS FRAYLE DELGADO).      

 

          Sobre Suplício de Frei Caneca: “Cláudio Aguiar fez o teatro que eu gostaria de ter feito com a densidade dramática sobre a verdade histórica esplendidamente recriada”. JOSUÉ MONTELLO, romancista e membro da ABL).

 

          “A simples passagem d´olhos sobre Suplício de Frei Caneca mostra ser uma contribuição valiosa”. (JOSÉ HONÓRIO RODRIGUES, historiador e membro da ABL).

 

          Suplício de Frei Caneca prende o leitor que acompanha comovido o sacrifício de Frei Caneca. A tensão dramática se consuma muito bem.” (HERMES LIMA, membro da ABL).

 

          Suplício de Frei Caneca é êxito de clara inteligência, original e poderosa em todas as realizações do espírito. Uma voiz inesquecível, (LUIS DA CÂMARA CASCUDO).

 

          “Cláudio Aguiar tenta retirar o teatro nordestino do atoleiro do folclore”. (MÁRCIO SOUZA).

         

          “Suplício de Frei Caneca se enquadra na linha clau­deliana pela escolha de figuras paradoxais e aparente­mente divididas como Joana D’Arc que, sendo Santa, foi Guerreira, porém queimada como Feiticeira ao tentar sal­var a França. Cláudio Aguiar neste Oratório Dramático, tem como protagonista uma figura da mesma têmpera e grandeza: Frei Caneca que, sendo Frade e Sacerdote, foi levado à atividade revolucionária e condenado pela Coroa brasileira à pena capital como traidor da Pátria. As grandes personagens do drama não só da Arte, porém da Vida, são todas marcadas pelo sentido do paradoxo e mesmo da contradição.”  (ÂNGELO MONTEIRO, poeta e crítico literário).

 

            Sobre Brincantes do Belo Monte: “A função perturbadora da arte reaparece aqui mediante o resgate, ainda que não seja mais que simbólico e momentâneo, do circo popular nordestino.” (JÚLIO PEÑATE RIVERO, professor de literatura da Universidade de Neuchâtel (Suíça) e crítico literário).

 

            Sobre A Volta de Emanuel: “Assim, pois, Cláudio Aguiar apresenta seu romance com rigorosa engrenagem e o leitor se encontra diante de um marcado relato confessional que testemunha uma vida, para a qual se utiliza o ponto de vista do próprio Emanuel; por essa razão nunca o leitor encontrará a descrição direta dos gravíssimos atos que se lhe imputam, – o aleivoso assassinato de Louro –, e se uma justificação implícita do gestor da ação, uma descarga de sua responsabilidade ao descrever as maldades múltiplas e variadas de seu amigo.” (CARMEN RUIZ BARRIONUEVO, Catedrática de Literatura Hispano-Americana da Universidade de Salamanca  -Espanha).

 

            Sobre Os espanhóis no Brasil: “O presente livro de Cláudio Aguiar é o resumo de uma tese doutoral defendida em fins de 1986 na vetusta Universidade de Salamanca, na área de Direito Internacional. Neste resumo são privilegiados os aspectos históricos, sociais e econômicos e expurgada a maior parte das considerações de ordem jurídica. Na verdade, o trabalho que temos em mãos se constitui em preciosa contribuição ao estudo da história da imigração espanhola ao Brasil”. (GILBERTO DE MELLO KUJAWSKI).

 

            Sobre Franklin Távora e o seu tempo: “Era particularmente escasso o material de que partiu Cláudio Aguiar, e a rarefação de informações, em vez de esmorecê-lo, forneceu-lhe ânimo suplementar para embrenhar-se em arquivos do Ceará, de Pernambuco, do Pará e do Rio de Janeiro, numa empreitada intelectual que lhe exigiu mais de uma década de laboriosa investigação. O resultado é este livro, que a Academia Brasileira de Letras tem o mérito de reeditar, numa justa e, por focar das circunstâncias, tardia homenagem a Franklin Távora, patrono de sua cadeira 14, um escritor que, ao bater-se pela criação de uma Associação dos Homens de Letras,  lançava a semente de uma idéia que viria a germinar anos após sua morte (1888), com a criação da própria ABL, em 1897”. (ANTONIO CARLOS SECCHIN, professor, poeta, crítico e membro da ABL).  

 

            Sobre Medidas & Circunstâncias (Cervantes, Padre Vieira, Unamuno, Euclides e Outros): “Neste texto, mais ainda que em outros do presente volume, sentimos a mão do humanista e o coração do autor que faz da verdade o objetivo silencioso de sua busca.  É com muita sinceridade que louvamos e recomendamos seu trabalho.” (NELSON MELO E SOUZA) 

 

            Sobre O Monóculo & o Calidoscópio: Gilberto Freyre, escritor – Algumas influências : "O Monóculo & o Calidoscópio é um dos mais belos, mais límpidos e mais bem estruturados dos numerosos livros que já se escreveram sobre Gilberto Freyre. Tem a clareza do céu do Recife durante o verão." (LEDO IVO, poeta, crítico, romancista e membro da ABL).

 

            "Há um aspecto fundamental neste livro de Cláudio Aguiar: a serena disposição para a reflexão que deslinda sem pressa o seu objeto - o seu sujeito. O monóculo & o calidoscópio estuda a obra de Freyre com uma leveza filosófica, meditativa, prudente, calma. Isso tudo conduz a uma empatia recriadora. Ele equilibra muito bem no seu ensaio a compreensão do literário e do filosófico; as suas ferramentas são as mais legítimas porque além do seu próprio saber de "experiências feito" quanto à narrativa, há escopo preciso muito bem apoiado na bibliografia atualizada sobre o tema, e de modo particular, em autores espanhóis. Pode-se dizer mesmo que as "digressões", como modestamente as nomeia o ensaista, são alguns dos cumes da sua análise." (MÁRIO HÉLIO, poeta e crítico).

 

            Sobre Balada dos Últimos Arcanjos:  “Então, o que permanece na poesia de Cláudio Aguiar revela-se imemorial paisagem das coisas vividas nas distâncias da memória e no parto da imaginação. E aqui algo permanece. Resta o amoroso berço. Resta a paisagem do mundo. E uma inquieta quietude aplacando a passagem do tempo: “Cavalo branco de crinas douradas, / Se vais embora pra não mais voltar, / Vem me dizer que não nos vence o tempo”. (MIRIAN DE CARVALHO).

 

            Manifestaram-se, ainda, sobre a obra de Cláudio Aguiar os seguintes críticos e escritores: Rubem Fonseca, Carlos Drummond de Andrade, Osman Lins, Mauro Mota, Manuel Onofre, Antonio Hohlfeldt, Silvie Debs, Alberto Vivar Flores, Enrique Hernández D’Jesus, Mário Pontes, Edilberto Coutinho, André Luis Resende, José Luis Gavilanes Laso, Alberto Cunha Melo, Paulo Gustavo, Carlos Contramaestre, César Real Ramos, Amílcar Dória Matos, Nelson Saldanha, Luis Frayle Delgado, Alfonso Ortega Carmona, Luiz Felipe de Seixas Correa, Pedro Díaz Seijas, Edilton Araújo, Alfredo Perez Alencart, Manuel Carlos Palomeque, Paulo Gustavo, Caesar Malta Sobreira, Dimas Macedo, Anibal Lozano, Inocencio García Velasco, José Francisco Merino, David Sanchez Paunero, José Santolaya Silva, Tomás Sánchez, Raul Vacas, Samarkandra Pereira, Silvana Andrade, Ulrich Fleischmamm, Gaby Kirsch, etc. 

 


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